domingo, 17 de outubro de 2010

Vazio presidencial





Hoje assisti à Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro. Confesso, um pouco receosa. Mas o filme superou minhas
expectativas. E isso não tem a ver somente com a qualidade da produção. Tem a ver com a ousadia de José Padilha, seu diretor. Nada de carnificina ou a engenharia do tráfico. Inesperado, o roteiro traz denúncia social. Joga no ventilador, pois, agora Nacimento está do outro lado do balcão.

E Tropa de Elite 2 vem à calhar com as idiossincrasias (sim, eu gosto dessa palavra) do momento que o Brasil vive. É o raio-x da inócua politicagem da vez. Da (justa) página em branco de uma revista sensacionalista ao final do primeiro turno das eleições presidenciais.

Importante dizer que Nascimento é vítima de suas convicções, tal como o eleitor. Acredita na função da polícia carioca. Mas se vê encurralado pelo caveirão da política quando descobre o ninho de cobras a seu redor. A diferença é que o eleitor percebe o ninho somente quando precisa usar soro antiofídico.

Mas, os tempos de hoje, tal como o filme de Padilha, denunciam algo. A ideia de que não importa quem chegue a se candidatar ao poder, mas sim quem cumpre a missão de angariar mais votos."E missão dada companheiro, é missão cumprida".

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