domingo, 28 de junho de 2009

Receita para o bom jornalismo



Apesar do atraso cronológico, deixo aqui meu depoimento sobre o exercício "profissional" da atividade jornalística brasileira atual. Mas antes, vamos rever os fatos. Com 8 votos que favoreciam a tese da mais alta corte nacional contra 1 solitário opositor e 3 abstenções, decidiu-se que jornalismo se assemelha à gastronomia, onde "o melhor cozinheiro nem sempre é um grande chef".

Isso mesmo.Venceu quem acha que grau de instrução não é parâmetro para a concessão de liberdade de expressão. Venceu quem não consegue sequer avaliar a realidade à sua volta .Caso contrário, saberia o quão ridículo é falar em danos a este direito democrático em plena disseminação das novas tecnologias da comunicação. Sem dúvida, uma tese altamente contestável.

Direto ao ponto (não do bolo)

Sem mais demora em torno desta dicussão, uma vez que acredito ter utilizado toda a sorte de argumentos de ordem acadêmica, pessoal e histórica possíveis, vou direto ao ponto. E na prática? Será que algum deputado/ senador ( envolvido ou não em sessão secreta no Senado Federal), avaliou a situação com uma ótica global? Será que a nova situação do jornalismo não é a oportunidade perfeita para o empresariado dar a forma que desejar a esta massa de profissionais ( classe em que me incluo)?

O jornalismo brasileiro está sendo encaminhado para uma verdade nua e crua (não por falta de cozimento): as relações profissionais ficarão cada vez mais apimentadas, com uma chefia menos doce e com salários que nem se aproximam do salgado preço do custo de vida nas principais capitais do Brasil.

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