
Apesar do atraso cronológico, deixo aqui meu depoimento sobre o exercício "profissional" da atividade jornalística brasileira atual. Mas antes, vamos rever os fatos. Com 8 votos que favoreciam a tese da mais alta corte nacional contra 1 solitário opositor e 3 abstenções, decidiu-se que jornalismo se assemelha à gastronomia, onde "o melhor cozinheiro nem sempre é um grande chef".
Isso mesmo.Venceu quem acha que grau de instrução não é parâmetro para a concessão de liberdade de expressão. Venceu quem não consegue sequer avaliar a realidade à sua volta .Caso contrário, saberia o quão ridículo é falar em danos a este direito democrático em plena disseminação das novas tecnologias da comunicação. Sem dúvida, uma tese altamente contestável.
O jornalismo brasileiro está sendo encaminhado para uma verdade nua e crua (não por falta de cozimento): as relações profissionais ficarão cada vez mais apimentadas, com uma chefia menos doce e com salários que nem se aproximam do salgado preço do custo de vida nas principais capitais do Brasil.

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