domingo, 23 de agosto de 2009

Um muro que une

Há pouco mais de 4 décadas, erguia-se um muro. Um muro símbolo do preconceito e da intolerância para com as diferenças. O mundo estava claramente bipolarizado e o que menos precisávamos era de uma guerra. Mesmo Fria, ela veio. Com sua queda depois de quase 30 anos e com a chamada globalização, algo fica claro: matou-se muito, por pouco. Condenou-se muitos inocentes. Em suma, escolheu-se o singular em detrimento do plural. E pagamos por isso até hoje.

Luz negra

Mas, a humanidade enxergou uma luz no fim do túnel. Usain Bolt, um atleta jamaicano de apenas 22 anos, fez abrir os olhos de muitos que estavam nas trevas. Presenteado com um pedaço do famoso muro decorado com um grafite de si mesmo , fez justiça sem levantar um dedo. Em vez de massas, movimentou músculos. No lugar da violência, usou força e técnica.

Porém, não há motivo para comemorar. Na mesma cerimônia que homenageou Bolt, sua mãe foi discriminada. Sem identificação, por pouco não se tornou vítima da mídia e polícia locais.
O muro realmente caiu. Contudo, a poeira que levantou deixou cheiro de sangue e o sabor amargo do preconceito na boca de quem convive com ele diariamente.

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